Construção supera crescimento populacional na Califórnia, mas falta de moradias persiste

Dificuldades e desafios14 horas atrás10 Visualizações

A Califórnia ergueu 677 mil unidades habitacionais nos últimos seis anos, enquanto a população do Estado aumentou apenas 39 mil pessoas, segundo análise do Public Policy Institute of California (PPIC). Mesmo assim, o mercado imobiliário continua apertado.

O estudo revela que a taxa de vacância entre proprietários caiu de 1,2% para 0,8% no período. No aluguel, a vacância ficou em 4,3% em 2024, bem abaixo da média nacional de 5,9%.

Para o economista sênior do Realtor.com, Joel Berner, o avanço é insuficiente: “O Estado estava em um déficit tão profundo que o ritmo atual ainda não muda o cenário de forma significativa”.

Déficit estrutural

Estimativa da agência estadual de habitação de 2022 aponta necessidade de 2,5 milhões de residências adicionais para equilibrar oferta e demanda.

Famílias menores

Entre 2019 e 2024, a Califórnia perdeu 82 mil lares com crianças e ganhou 722 mil sem filhos. “Menos pessoas sob o mesmo teto exigem mais tetos para o mesmo número de habitantes”, comenta Berner.

O envelhecimento também pesa: hoje, 16,5% dos californianos têm 65 anos ou mais; a projeção para 2050 é de 24,9%.

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Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com

Mais ADUs, mas ritmo ainda lento

Nos últimos cinco anos, a construção cresceu, impulsionada por regras estaduais que facilitaram a criação de unidades residenciais acessórias (ADUs), pequenos imóveis independentes no mesmo terreno da casa principal.

Apesar do incentivo, a Califórnia respondeu por apenas 7,3% dos alvarás de novas moradias emitidos no país no ano passado, embora concentre 11,5% da população americana.

Moradia de baixo custo em falta

O PPIC observa que a formação de novos domicílios entre jovens adultos subiu, mas depende de opções mais baratas. Dos 1,2 milhão de imóveis planejados no Estado, somente 712 mil destinam-se a famílias de renda moderada ou menor – cerca de metade do que o governo considera necessário.

Com as novas unidades sendo rapidamente ocupadas e as taxas de vacância permanecendo baixas, especialistas consideram que o Estado ainda não encontrou a solução definitiva para o déficit habitacional.

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