Californianos que decidem sair do estado têm encontrado alívio significativo no orçamento destinado à moradia, revela estudo do California Policy Lab da Universidade da Califórnia em Berkeley. A análise acompanhou, de forma anônima, os mesmos domicílios entre 2016 e 2025.
Segundo o levantamento, quem deixa a Califórnia passa a gastar, em média, US$ 1.705 por mês com moradia — valor US$ 672 inferior aos US$ 2.376 desembolsados no estado de origem. O cálculo inclui aluguel ou financiamento, impostos, seguros e contas de serviços públicos.
Entre os inquilinos, o alívio chega a aproximadamente 30%, ou US$ 631 mensais. Já os proprietários encontram imóveis cujo preço mediano é US$ 396 mil (48%) inferior ao da residência anterior na Califórnia.
Nos novos endereços, 60% dos moradores são proprietários, ante 53% no bairro californiano que deixaram. Após sete anos, ex-californianos tornam-se 11 pontos percentuais (48%) mais propensos a possuir imóvel próprio; para quem migra para a Califórnia, o incremento é de 6 pontos (27%).
Quem se muda dentro da Califórnia enfrenta discreto aumento de custos: de US$ 2.263 para US$ 2.277 mensais. Já novos residentes vindos de outros estados veem a despesa subir de US$ 1.754 para US$ 2.418.
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Entre 2016 e 2025, os maiores fluxos líquidos de californianos tiveram como destino:
Estados como Texas (+11), Tennessee (+13) e Flórida (+4) receberam incrementos mais modestos no mesmo período.
Para Evan White, diretor executivo do California Policy Lab e coautor do estudo, “o preço do sonho californiano aumentou, e muitas famílias buscam lugares mais acessíveis”.