As primeiras peças assinadas por Matthieu Blazy chegaram às vitrines em março e já alteraram o humor em torno da Chanel. Vendas aceleraram para “crescimento de um dígito alto” no segundo semestre de 2025 – algo entre 7% e 9% – e mantiveram o fôlego no início de 2026. Animada, a grife anunciou que ampliará sua presença física na China, com novas butiques e um segundo salão privado para clientes de altíssimo gasto em Xangai.
O país asiático responde por cerca de um terço do consumo global de bens de luxo, mas vinha esfriando desde 2022 – reflexo de restrições sanitárias, menor ritmo de crescimento econômico e volatilidade no câmbio local. O retorno recente das compras no quarto trimestre marcou o primeiro sinal de estabilização, segundo o CFO Philippe Blondiaux.
Para investidores, o movimento serve de termômetro para grupos listados como LVMH e Kering, cujas ações sofrem quando há retração na demanda chinesa. A reativação do apetite do consumidor de alta renda sugere que cortes de juros locais e estímulos de Pequim podem estar surtindo efeito.
O alívio nas margens foi possível, em parte, porque a Chanel manteve disciplina de custos e destinou US$ 700 mi à compra de fornecedores, internalizando etapas da cadeia e reduzindo exposição cambial – prática comum entre empresas privadas que não respondem a pressões trimestrais de bolsa.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Embora a marca não seja negociada em bolsa, seus números funcionam como indicador antecedente da saúde do mercado de luxo. Para o investidor iniciante, entender esses movimentos ajuda a avaliar tendências que impactam ETFs setoriais, ações de conglomerados europeus e até a cotação do euro frente ao real.
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