Chanel mira expansão seletiva na China após reação positiva às primeiras coleções de Matthieu Blazy

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaMercado Financeiro11 horas atrás14 Visualizações

As primeiras peças assinadas por Matthieu Blazy chegaram às vitrines em março e já alteraram o humor em torno da Chanel. Vendas aceleraram para “crescimento de um dígito alto” no segundo semestre de 2025 – algo entre 7% e 9% – e mantiveram o fôlego no início de 2026. Animada, a grife anunciou que ampliará sua presença física na China, com novas butiques e um segundo salão privado para clientes de altíssimo gasto em Xangai.

Por que a China é crucial para o luxo

O país asiático responde por cerca de um terço do consumo global de bens de luxo, mas vinha esfriando desde 2022 – reflexo de restrições sanitárias, menor ritmo de crescimento econômico e volatilidade no câmbio local. O retorno recente das compras no quarto trimestre marcou o primeiro sinal de estabilização, segundo o CFO Philippe Blondiaux.

Para investidores, o movimento serve de termômetro para grupos listados como LVMH e Kering, cujas ações sofrem quando há retração na demanda chinesa. A reativação do apetite do consumidor de alta renda sugere que cortes de juros locais e estímulos de Pequim podem estar surtindo efeito.

Resultados financeiros em 2025

  • Receita orgânica subiu 2%, para US$ 19,3 bi.
  • Lucro operacional avançou 5%, a US$ 4,7 bi, após queda de quase 30% em 2024.
  • América do Norte liderou com +7,2%; Europa veio em seguida (+2,5%).
  • Ásia-Pacífico recuou 0,8%, mas China, Hong Kong e Taiwan voltaram ao campo positivo no 4º trimestre.

O alívio nas margens foi possível, em parte, porque a Chanel manteve disciplina de custos e destinou US$ 700 mi à compra de fornecedores, internalizando etapas da cadeia e reduzindo exposição cambial – prática comum entre empresas privadas que não respondem a pressões trimestrais de bolsa.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

O que observar daqui para frente

  • Selic e dólar: para brasileiros que investem em pares listados no exterior, cortes de juros no Brasil podem tornar aplicações em renda variável global relativamente mais atraentes, mas câmbio volátil segue fator de risco.
  • Concorrência: Chanel possui cerca de 20 lojas na China; rivais têm o dobro. A expansão indica confiança no ciclo de consumo, mas acirra a disputa por espaço físico de alto padrão.
  • Preço vs. volume: após anos de reajustes agressivos, a estratégia agora parece equilibrar ticket médio com novidades de produto – combinação que pode inspirar decisões similares em todo o setor.

Embora a marca não seja negociada em bolsa, seus números funcionam como indicador antecedente da saúde do mercado de luxo. Para o investidor iniciante, entender esses movimentos ajuda a avaliar tendências que impactam ETFs setoriais, ações de conglomerados europeus e até a cotação do euro frente ao real.

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