
O Citi reduziu suas estimativas de resultados para a Kepler Weber (KEPL3) em 2026 e 2027 e manteve a recomendação de venda das ações. Na análise de 14 de setembro de 2026, o banco cortou em 12% a previsão de lucro líquido para 2027, agora em R$ 85 milhões, diante de perspectivas ainda frágeis para receitas e margens do negócio brasileiro de armazenagem de grãos.
O preço-alvo permaneceu em R$ 5,60. Comparado à cotação de R$ 6,60 utilizada pelo banco, esse valor indica potencial de desvalorização de 15,2% — uma projeção da análise, não uma queda já registrada pelas ações.
A avaliação cautelosa reúne três preocupações: concorrência mais intensa, incerteza quanto à oferta de financiamento para o setor e expectativa de que as margens se normalizem depois de três anos de retornos elevados.
Os cortes mais expressivos nas estimativas do Citi foram feitos para 2026. A previsão de lucro líquido passou de R$ 85 milhões para R$ 60 milhões, redução de aproximadamente 30%. O banco também diminuiu as projeções de receita líquida e Ebitda para os dois períodos:
A Kepler Weber possui cerca de 40% do mercado brasileiro de soluções pós-colheita e produtos considerados premium. Apesar dessa posição, o Citi avalia que o avanço dos concorrentes tende a tornar os resultados da companhia mais voláteis.
O banco aponta quebras de safra, variações nos preços dos grãos e do aço e condições de liquidez entre os fatores capazes de modificar suas estimativas para a empresa.
Também acompanha a disponibilidade de recursos do Plano Safra e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), já que o financiamento influencia os investimentos do setor.
Mesmo com a revisão para baixo dos resultados esperados, o Citi preservou o preço-alvo de R$ 5,60. A avaliação foi calculada pelo método de fluxo de caixa descontado, com taxa de desconto de 15,5% e crescimento de longo prazo de 4%.
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