O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que sua equipe buscou agendar uma reunião com o bilionário Ken Griffin, fundador do hedge fund Citadel, dias depois de publicar um vídeo que defendia uma nova taxa sobre residências de luxo — a chamada pied-à-terre tax. Até agora, segundo o prefeito, não houve resposta.
O imposto mira propriedades avaliadas acima de US$ 5 milhões cujo dono não reside na cidade em tempo integral. A medida pretende elevar a arrecadação municipal num momento em que o orçamento sofre pressão com custos de moradia, transporte e serviços públicos.
Griffin, dono de uma cobertura comprada em 2019 por US$ 238 milhões — a transação residencial mais cara da história dos EUA —, foi citado nominalmente no vídeo, que viralizou no dia 15 de abril (o “Tax Day” americano). O executivo classificou a gravação como “estranha” e “assustadora” e acusou o prefeito de transformar o debate tributário em ataque pessoal.
A tensão acontece em meio a juros americanos ainda elevados, o que encarece financiamentos imobiliários de longo prazo. Para investidores estrangeiros — brasileiros incluídos — o dólar forte eleva o custo de manter propriedades nos EUA, ao passo que ativos de renda fixa atrelados à Selic ou ao CDI oferecem retorno real mais alto no Brasil neste momento.
Imagem: Michael Sinkewicz FOXBusiness
Se a proposta avançar na assembleia estadual, investidores imobiliários podem rever projeções de retorno em Nova York, o que aumenta o interesse por mercados alternativos como Texas ou Flórida. Por outro lado, governos locais observam o caso para calibrar tributos sobre grandes fortunas sem comprometer a base produtiva.
Enquanto o convite para diálogo permanece aberto, a disputa ilustra o delicado balanço entre justiça fiscal e competitividade — tema que deve se intensificar à medida que grandes gestoras e family offices avaliam onde alocar capital nos próximos anos.
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