
O dólar comercial terminou a sexta-feira, 23 de outubro de 2026, cotado a R$ 4,993, com queda de 0,92% no dia e de 1,58% na semana. No último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, a bolsa brasileira também avançou. No exterior, o petróleo subiu mais de 3%, e o Brent atingiu o maior patamar desde abril, diante do agravamento das tensões no Oriente Médio.
Os investidores ajustaram posições antes da votação de domingo, 25 de outubro, que decidirá a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A cautela com a eleição marcou a semana no mercado brasileiro, enquanto as preocupações com conflitos e possíveis interrupções no fornecimento global impulsionaram o petróleo.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão aos 205.082,56 pontos, em alta de 0,47%. O volume financeiro negociado foi de R$ 30,7 bilhões.
O avanço de sexta-feira não foi suficiente para reverter a perda semanal: o índice recuou 0,17% no período. Ainda assim, acumulava valorização de 10,06% em outubro e de 27,28% em 2026.
Entre os destaques da sessão estiveram as ações de petroleiras e mineradoras, que subiram acompanhando a valorização do petróleo e do minério de ferro.
Na parte final do pregão, a moeda americana chegou à mínima de R$ 4,989. O fechamento a R$ 4,993 foi o menor desde 9 de outubro, quando a cotação terminou em R$ 4,985.
A queda semanal de 1,58% em relação ao real veio depois de uma alta de 1,77% na semana anterior. A moeda brasileira teve o melhor desempenho entre as principais divisas globais, mesmo com o fortalecimento do dólar no exterior.

Por volta das 17h, o índice DXY, que acompanha a força da moeda americana diante de uma cesta de moedas fortes, avançava 0,19%, aos 101,799 pontos.
Os contratos futuros de petróleo encerraram a sexta-feira em forte alta. O Brent, referência nas negociações internacionais, alcançou o maior nível desde abril, em meio ao temor de novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e de possíveis interrupções no abastecimento global.
Os preços de fechamento e as variações dos contratos foram:
O risco de agravamento dos conflitos sustentou a valorização. O Irã advertiu que poderá responder a eventuais novos ataques dos Estados Unidos e de Israel com ofensivas contra bases militares, navios de guerra e outros alvos em países vizinhos do Golfo Pérsico. Confrontos envolvendo os houthis e a Arábia Saudita também ampliaram as preocupações com a segurança regional.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a estabilizar o abastecimento de combustíveis, diante de perdas de estoques e de possíveis interrupções no mercado.
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