Dólar fecha a R$ 5,174 e cai 0,15% em setembro; Ibovespa ganha 5,03% no mês

O dólar comercial encerrou a quarta-feira, 30 de setembro de 2026, a R$ 5,174, com queda de 0,76%, enquanto o Ibovespa avançou 1,37%, para 186.340,46 pontos. O pregão de alívio nos mercados financeiros globais levou a moeda americana a terminar setembro com baixa de 0,15% e a bolsa brasileira a acumular valorização de 5,03% no mês.

A reação dos investidores esteve ligada principalmente à inflação dos Estados Unidos, que ficou abaixo das expectativas e diminuiu a pressão por novas altas de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, o cenário eleitoral e a formação da taxa de câmbio de fim de mês também influenciaram os negócios. Já o petróleo subiu em meio à persistência das tensões no Oriente Médio.

Dólar e bolsa encerram setembro com resultados positivos para os ativos locais

Durante o pregão, o dólar chegou a R$ 5,164 por volta das 9h50, sua menor cotação da sessão, quando registrava recuo de 0,95%. No fechamento, a baixa foi de 0,76%. O real apresentou desempenho positivo entre as principais moedas latino-americanas, em um ambiente de maior procura por ativos brasileiros.

A queda mensal do dólar foi pequena, de 0,15%, e não se repetiu no balanço do terceiro trimestre, período em que a moeda subiu 0,23%. No acumulado de 2026 até o fechamento de setembro, o recuo é de 5,75%.

Na bolsa, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 183.879,71 pontos e a máxima de 187.834,97 pontos antes de encerrar a sessão aos 186.340,46 pontos. Além do ganho de 5,03% em setembro, o índice acumulou alta de 8,32% no terceiro trimestre e de 15,65% no ano.

As ações de bancos e os setores ligados à atividade doméstica foram os principais impulsionadores da valorização no pregão. O ambiente internacional também favoreceu os ativos de risco após a divulgação da inflação americana abaixo do esperado.

Embora o cenário eleitoral brasileiro tenha permanecido no radar dos investidores, os dados de pesquisas não foram determinantes para a análise da sessão.

Inflação americana reduz apostas em alta de juros em outubro

O principal fator externo para o movimento do câmbio foi o resultado do índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, o PCE. Seu núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de avanço de 0,3%.

O PCE cheio, por sua vez, teve alta mensal de 0,3%, também inferior à projeção, que era de 0,4%. Esses resultados reduziram as apostas em uma nova elevação dos juros americanos em outubro pelo Federal Reserve e pressionaram os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Entrada de capital estrangeiro ajuda a sustentar a bolsa

O fluxo de investidores estrangeiros contribuiu para o desempenho da bolsa ao longo de setembro. Dados da B3 mostram uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões no mercado acionário brasileiro até o dia 28 do mês. No acumulado do ano, o saldo positivo é de quase R$ 29 bilhões.

Dólar fecha a R$ 5,174 e cai 0,15% em setembro; Ibovespa ganha 5,03% no mês - imagem 3
Foto: Foto: reprodução

O resultado de setembro contrasta com agosto, quando os estrangeiros retiraram R$ 18,1 bilhões da bolsa. Em julho, o saldo havia sido positivo em R$ 4,3 bilhões, considerando ações listadas e ofertas de papéis.

Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo também terminaram a quarta-feira em alta. Os investidores acompanharam as tensões ainda elevadas no Oriente Médio e a situação no Estreito de Ormuz.

  • O Brent com vencimento em dezembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, avançou 1,94%, ou US$ 1,87, e fechou a US$ 98,03 por barril.
  • O WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 1,16%, ou US$ 1,04, para US$ 90,42 por barril.

No balanço de setembro, o WTI acumulou valorização próxima de 6%, enquanto o Brent registrou avanço de cerca de 7%.

O mercado também acompanhou a possibilidade de restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e a extensão, pela Rússia, da proibição de exportar o combustível até o fim de outubro.

No Estreito de Ormuz, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida. O episódio permanece sob investigação.

Apesar das tensões geopolíticas, as exportações de petróleo do Oriente Médio estão se recuperando, à medida que grandes produtores ampliaram o fornecimento por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz.

Nos Estados Unidos, dados do Departamento de Energia americano apontaram um aumento inesperado dos estoques de petróleo na semana anterior, ao mesmo tempo que os estoques de gasolina registraram forte queda.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

    O Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

    Pesquisar tendência
    Redação
    carregamento

    Entrar em 3 segundos...

    Inscrever-se 3 segundos...