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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, encerrou uma visita de quatro dias à Índia destacando a segurança energética como ponto central da agenda. A viagem ocorre enquanto o mercado de petróleo continua instável devido à guerra entre Irã e Israel, fator que acendeu o alerta sobre possíveis interrupções nos fluxos que passam pelo Estreito de Ormuz.
A Índia é o segundo maior importador de petróleo do mundo e compra cerca de 88% de todo o crude que consome. Mais da metade vem do Oriente Médio. Esse grau de dependência ficou ainda mais arriscado desde que o conflito no Irã elevou custos de frete, prêmios de seguro e o preço do barril.
Rubio afirmou que “quer vender o máximo de energia que eles comprarem”. O plano inclui petróleo, gás natural liquefeito (LNG) e possível participação em projetos de refino. Segundo o próprio secretário, Nova Délhi se comprometeu a adquirir US$ 500 bilhões em produtos norte-americanos nos próximos cinco anos, com foco em energia, tecnologia e agricultura.
Qualquer movimento que retire parte da demanda indiana do Oriente Médio tende a aliviar a pressão sobre a oferta daquela região, mas o efeito não é instantâneo. O transporte de LNG dos EUA, por exemplo, exige infraestrutura de terminais e contratos de longo prazo. Enquanto isso, a tensão no Irã mantém o barril de Brent oscilando em patamares que preocupam bancos centrais — inclusive o Banco Central do Brasil — por possíveis reflexos sobre a inflação.
Durante a viagem, Rubio mencionou um acordo de US$ 300 bilhões entre o governo dos EUA e a Reliance Industries para construir uma nova refinaria no porto de Brownsville, Texas. Se concretizado, será o primeiro grande complexo de refino erguido no país em meio século, reforçando a capacidade de exportar derivados para a Ásia.
Imagem: Kyra Colah FOXBusiness
No fim de abril, a Índia colocou em operação seu reator experimental PFBR, tornando-se apenas o segundo país, depois da Rússia, a dominar comercialmente essa tecnologia. O objetivo oficial é elevar a capacidade nuclear de 8,8 GW para 100 GW até 2047, um mercado estimado em US$ 300 bilhões.
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