![Safra recorde impulsiona exportações do agro; receitas de soja e carnes disparam 10% em maio 4 [Mercado Financeiro] Safra recorde impulsiona exportações do agro; receitas de soja e carnes disparam 10% em maio](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:jBOH.3f3/w:1920/h:1280/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1780561781.jpg)
O agronegócio brasileiro entrou no meio de 2026 acumulando crescimento de 7% nas receitas de exportação, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O impulso vem principalmente da safra recorde de soja e do bom momento da pecuária, que compensam a queda de preços no café e no açúcar.
Com produção estimada em 180 milhões de toneladas, o país já embarcou 55,1 milhões de toneladas de soja em grão entre janeiro e maio — 7% acima do mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 22,9 bilhões, um salto de 14,5%, e sobe para US$ 34,2 bilhões quando se somam farelo e óleo.
Para o investidor, esse desempenho tende a:
Após um início de ano considerado incerto, as carnes mostram vigor. Até maio, o setor faturou US$ 14 bilhões, 25% acima de 2025. A carne bovina lidera, com US$ 7,3 bilhões (+38%).
A China ainda é o principal destino, mas o fim da cota de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa extra pode reduzir o ritmo nos próximos meses. Se o volume diminuir, parte da oferta pode ser redirecionada a outros mercados, afetando margens e exigindo adaptação de frigoríficos brasileiros listados em Bolsa.
A produção de biodiesel chegou a 3,25 bilhões de litros de janeiro a abril (+9,5%), apoiada na soja, que responde por 76% da matéria-prima. Já café e açúcar sofrem com preços mais baixos no exterior:
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Para quem acompanha fundos de commodities, a diferença de desempenho mostra como movimentos de preço podem ser mais determinantes que volume para a rentabilidade dos ativos.
Do lado das compras externas, o Brasil gastou menos com trigo (US$ 504 milhões, –26%) e defensivos agrícolas (US$ 1,35 bilhão). O alívio, porém, foi parcialmente compensado pelo avanço de 12% na conta de fertilizantes, que atingiu US$ 5,6 bilhões. O volume ficou estável em 15 milhões de toneladas, mas a escalada de preços — influenciada pela guerra no Oriente Médio — pesou no bolso do produtor.
Rússia e China forneceram, cada uma, 3 milhões de toneladas de adubos, reforçando a dependência externa do insumo e mantendo o tema no radar de risco cambial e geopolítico.
Para o investidor iniciante, o principal ponto é entender que receitas recordes do agro impactam o câmbio, a inflação e, indiretamente, diversos ativos negociados no mercado local. Acompanhar a evolução dos preços internacionais, a demanda chinesa e os custos de insumos continuará essencial para avaliar o humor do mercado ao longo de 2026.
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