XP altera carteira de small caps de junho: C&A e Ecorodovias entram, Pague Menos e Mills deixam o portfólio

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaAções1 hora atrás7 Visualizações

A XP Investimentos atualizou a carteira Top Small Caps para junho de 2026 e promoveu quatro ajustes: incluiu C&A (CEAB3) e Ecorodovias (ECOR3), elevou o peso de Cury (CURY3) e retirou Pague Menos (PGMN3) e Mills (MILS3).

O que mudou

  • Entradas: C&A e Ecorodovias.
  • Saídas: Pague Menos e Mills.
  • Cury: participação aumentou de 10% para 12,5%.

A movimentação segue o formato mensal da carteira, que seleciona empresas com valor de mercado abaixo de R$ 10 bilhões e visão de longo prazo.

Motivos destacados pela XP

  • Cury: desempenho operacional considerado resiliente, com vendas fortes e geração de caixa consistente, mesmo num cenário macroeconômico de juros ainda elevados.
  • Mills: forte valorização desde a inclusão e perspectiva de OPA após a venda de controle para a francesa Loxam levaram à realização de lucros.
  • Ecorodovias: queda no preço das ações – atribuída a incertezas sobre capex após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã – abriu espaço para entrada por valuation.
  • C&A x Pague Menos: a casa vê mais potencial no varejo de vestuário do que no farmacêutico neste momento do ciclo, além de enxergar margem a ser explorada pela rede de moda.

Desempenho recente da carteira

Em maio, o portfólio recuou 5,1%, ante queda de 3,7% do índice SMLL da B3. No acumulado de 2026, a queda é de 3,3% (SMLL: -1,3%). Oscilações mais acentuadas são comuns em small caps, pois o menor porte das empresas tende a amplificar impactos de juros, câmbio e fluxo de investidores.

Small caps: risco maior, potencial também

Small caps são companhias listadas com menor capitalização. Por terem menos liquidez e histórico mais curto que blue chips, seus preços reagem com maior intensidade a mudanças na Selic, nas expectativas de inflação e no apetite ao risco global. Para o investidor iniciante, isso significa volatilidade acima da média, exigindo cuidado com horizonte de investimento e diversificação.

Como ficam os pesos em junho

  • Orizon (ORVR3): 15,0%
  • Cury (CURY3): 12,5%
  • TTEN (TTEN3) e Vivara (VIVA3): 10,0% cada
  • C&A (CEAB3): 10,0%
  • Bemobi (BMOB3) e Marcopolo (POMO4): 7,5% cada
  • Aura Minerals (AURA33), Alupar (ALUP11), Priner (PRNR3), LWSA (LWSA3) e BR Partners (BRBI11): 5,0% cada
  • Ecorodovias (ECOR3): 2,5%

A XP segue atribuindo recomendação de compra a todos os papéis, com preço-alvo projetado para o fim de 2026. O portfólio pode ser revisto novamente caso fundamentos ou condições de mercado mudem.

O que observar daqui para frente

  • Juros e inflação: nova calibragem da Selic pode afetar o custo de capital das empresas menores.
  • Dólar: variações cambiais impactam companhias com receita ou dívida em moeda estrangeira, como exportadoras de bens e operadoras de infraestrutura.
  • Fluxo estrangeiro: em períodos de aversão a risco global, small caps tendem a sofrer mais saídas, pressionando preços.

Para quem está começando, vale acompanhar resultados trimestrais, endividamento e geração de caixa, lembrando que carteiras recomendadas são sugestões de análise e não garantem desempenho futuro.

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