O Inteli (Instituto de Tecnologia e Liderança), faculdade privada fundada pelos sócios do BTG Pactual André Esteves e Roberto Saloutti, lançou um programa que convida empresas e executivos a custear a formação de alunos da instituição.
Pelo modelo, o patrocinador desembolsa R$ 525 mil ao longo de quatro anos para cobrir todas as despesas de um estudante. O valor contempla mensalidade, moradia, alimentação, transporte, notebook e aulas de inglês, itens que somam R$ 131.250 por ano.
Ao contrário de doações destinadas a um fundo geral, patrono e aluno se conhecem. O financiador pode acompanhar o desempenho acadêmico do bolsista e, se desejar, oferecer mentoria.
Outra modalidade permite financiar uma vaga permanente no Inteli por R$ 1,95 milhão. Nesse caso, a quantia garante a formação de um estudante a cada quatro anos, com renovação automática.
Empresas ou executivos que adotarem quatro ou mais alunos, ou que adquirirem a vaga permanente, ganham prioridade para submeter projetos a serem desenvolvidos pelos formandos e aplicados nas próprias companhias.
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Para alunos sem bolsa, a mensalidade da graduação em 2026 é de R$ 7.780. O Inteli se declara uma instituição sem fins lucrativos.
O campus funciona dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo, área majoritariamente ocupada pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo a direção, há apenas parcerias pontuais com a universidade pública.
A CEO do Inteli, Maíra Habimorad, afirma que o objetivo é “ser o melhor instituto de tecnologia da América Latina”, com currículo desenhado para atender demandas das empresas. De acordo com ela, a chegada de soluções de inteligência artificial diferencia os estudantes, que buscam acelerar a adoção da tecnologia nas organizações.