![FIDCs encurtam distância para debêntures e viram segunda maior fonte de captação até maio 4 [Renda Fixa] FIDCs encurtam distância para debêntures e viram segunda maior fonte de captação até maio](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:7geP.52b/w:640/h:427/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1781724573.webp)
O mercado de capitais brasileiro movimentou R$ 283 bilhões em ofertas encerradas entre janeiro e maio, alta de 14,1% sobre igual período do ano anterior, segundo a Anbima. O principal destaque são os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que captaram R$ 41,7 bilhões e assumiram o segundo lugar no ranking de volume, atrás apenas das debêntures.
O montante alocado em FIDCs cresceu 36,5% em doze meses. Na prática, a diferença para as debêntures – que somaram R$ 146,3 bilhões, mas recuaram 5,9% – encolheu cerca de 26% em um ano. Além disso, os FIDCs lideraram o número de operações, com 406 emissões contra 237 de debêntures.
Durante muito tempo, debêntures foram a principal alternativa de captação fora dos bancos para empresas de médio e grande portes. Já os FIDCs funcionam como veículos que compram direitos creditórios – recebíveis de cartão, duplicatas, parcelas de financiamento, entre outros – e emitem cotas que podem ser adquiridas por investidores qualificados ou varejo, a depender da estrutura. Essa característica torna o instrumento atrativo para companhias que ainda não têm escala ou rating para acessar o mercado de debêntures.
Além dos FIDCs, os dados da Anbima evidenciam aumento de quase quatro vezes nas ofertas subsequentes de ações (follow-ons), que alcançaram R$ 13,8 bilhões. O movimento indica maior apetite por renda variável, reflexo de empresas aproveitando janelas de mercado para reforçar caixa ou desalavancar.
No agronegócio, houve trajetórias opostas: as Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-Fs) captaram R$ 6 bilhões, superando em 35,8% todo o volume de 2025, enquanto os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) encolheram 56,4%, totalizando R$ 5,4 bilhões. A migração sugere busca por estruturas mais simples diante da escassez de crédito bancário ao setor.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
No exterior, emissões de renda fixa somaram US$ 20,2 bilhões, alta de 46,2%. A República respondeu por mais da metade desse montante, seguida por empresas e instituições financeiras, o que indica diversificação também fora do país.
Para o investidor em fase de formação de carteira, entender como debêntures, FIDCs e demais instrumentos se comportam em diferentes ciclos econômicos é passo importante antes de qualquer alocação.
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