A consultoria Bernstein avaliou que o balanço do primeiro trimestre da Figure Technology Solutions confirma a diferença da companhia em relação às fintechs de crédito que carregam carteira no próprio balanço. A empresa, listada em bolsa pelo ticker FIGR, reportou receita e EBITDA acima das estimativas de Wall Street ao mostrar avanço no processo de converter empréstimos do mundo real em instrumentos nativos de blockchain.
Plataformas de crédito tradicionais precisam de capital próprio para originar e segurar empréstimos até o vencimento. No caso da Figure, a estratégia lembra um marketplace: ela gera o empréstimo, tokeniza o fluxo de caixa e cobra uma taxa pela intermediação. Para o investidor iniciante, isso significa que o risco fica menos atrelado ao balanço da empresa e mais ao volume negociado em sua rede.
Apesar da expansão, a Bernstein lembra que o mercado global de crédito tokenizado soma cerca de US$ 5,1 bilhões, muito distante dos US$ 4 trilhões em originação de crédito que poderiam migrar para a cadeia, segundo projeção da própria consultoria. A desconfiança de investidores institucionais com narrativas de “blockchain para finanças” ainda é um entrave citado pela Figure.
No call de resultados, o cofundador Mike Cagney comparou blockchain e inteligência artificial a um sistema nervoso e a um cérebro que se complementam ao automatizar avaliação de crédito, compliance e verificação de informações. A ambição é criar um mercado completo em que empréstimos e, futuramente, ações tokenizadas sirvam de garantia para novas operações.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Para o investidor que acompanha inovação financeira, a Figure funciona como um termômetro da migração de ativos do sistema tradicional para a blockchain. O avanço do volume tokenizado, ainda pequeno frente ao potencial mapeado pela Bernstein, segue como principal ponto de atenção.
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