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O Ministério da Previdência Social planeja substituir decisões pontuais sobre o teto de juros do empréstimo consignado do INSS por um cálculo automático. A ideia, confirmada pelo ministro Wolney Queiroz, é que o percentual máximo cobrado de aposentados e pensionistas passe a seguir uma fórmula que considera a taxa Selic e a taxa DI com prazo de dois anos.
Atualmente, o limite – hoje em 1,85% ao mês – é definido em votação pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Essa dinâmica provoca incerteza para quem toma e para quem concede crédito, porque decisões podem demorar a refletir mudanças no custo do dinheiro.
A Selic é a taxa básica de juros da economia, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Já a taxa DI reflete os juros praticados entre bancos nos contratos de Depósito Interbancário e serve como referência para títulos de renda fixa, como CDBs. Segundo técnicos, a média dessas duas taxas nos próximos dois anos indicaria o custo que as instituições têm para captar recursos destinados ao consignado.
Depois de atingir 15% ao ano e permanecer nesse nível até março de 2026, a Selic já foi reduzida três vezes e está em 14,25% ao ano. Em ciclos de afrouxamento monetário, um teto móvel tende a beneficiar rapidamente o tomador, mas só até o ponto em que a operação siga viável para os bancos.
A equipe técnica deve detalhar a fórmula ainda este ano, mas dificilmente ela ficará pronta antes da reunião do CNPS marcada para 28 de julho. Paralelamente, o ministério pediu estudo para reduzir o teto atual de 1,85% ao mês; a decisão depende de cálculo que comprove viabilidade, para não afastar novamente os bancos.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Segundo dados do Banco Central, a carteira de consignado do INSS somava R$ 281 bilhões em maio, com taxa média de 1,82% ao mês. Qualquer mudança na regra impacta diretamente esse volume e, por tabela, a oferta geral de crédito e o custo de captação do sistema financeiro.
Se aprovada, a fórmula automática poderá servir de parâmetro para outras linhas reguladas de financiamento, abrindo caminho para decisões mais técnicas em vez de negociadas caso a caso.
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