![Inflação e desemprego afetam popularidade de Lula como nunca se viu desde 1996, aponta pesquisa 4 [Mercado Financeiro] Inflação e desemprego afetam popularidade de Lula como nunca se viu desde 1996, aponta pesquisa](https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/07/traderiniciante-1783268838.jpg)
Um levantamento da MB Associados revelou que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no terceiro mandato é a mais sensível ao comportamento da inflação e do desemprego entre todos os ocupantes do Palácio do Planalto desde 1996. A cada variação de 1 ponto percentual no chamado índice da miséria (IPCA + desemprego), a popularidade do petista sobe ou cai 5,8 pontos percentuais no período de 12 meses. Para investidores, a correlação ajuda a entender como a trajetória de preços e de mercado de trabalho pode influenciar decisões de política econômica e, por tabela, os principais ativos.
O indicador soma a inflação oficial medida pelo IPCA e a taxa de desemprego. Quanto maior o resultado, maior a percepção de bem-estar econômico comprometido. Apesar de hoje o índice estar no menor patamar em 30 anos, especialistas alertam para um possível repique de preços nos próximos meses, especialmente se o petróleo voltar a subir ou se os conflitos geopolíticos se intensificarem.
O contraste mostra que a base de Lula reage mais a indicadores econômicos do que a de seus antecessores. No caso de Bolsonaro, por exemplo, fatores ideológicos parecem ter pesado mais do que o bolso do eleitor.
Quando a popularidade presidencial depende fortemente da inflação, a pressão por políticas que segurem preços tende a crescer. Isso pode significar:
O IPCA-15 mais recente mostrou desaceleração na margem, mas a variação acumulada em 12 meses subiu para 4,8%. Ao mesmo tempo, o desemprego marcou 5,6% no trimestre até maio, o menor nível da série histórica. Para o Comitê de Política Monetária (Copom), o impulso fiscal — aumento de gastos e estímulos ao consumo — aparece nas atas como fator de risco para trazer a inflação para o centro da meta. Na prática, isso reduz espaço para cortes expressivos na Selic e prolonga o ambiente de juros elevados. Quem opera renda fixa, portanto, deve acompanhar de perto os próximos comunicados do BC.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Segundo a MB Associados, um choque externo capaz de elevar o índice da miséria em 2 pontos poderia reduzir a aprovação de Lula para algo entre 38% e 42%, faixa que tende a tornar a corrida eleitoral mais apertada. Esse pano de fundo ajuda a explicar a cautela do mercado ao precificar ativos sensíveis a inflação e juros.
Para o investidor iniciante, o principal recado é entender como variáveis macroeconômicas — IPCA, desemprego e política fiscal — se conectam à dinâmica dos ativos. A eleição de 2026, altamente polarizada, deve manter essas variáveis no centro do debate e, portanto, da volatilidade nos próximos meses.
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