Insurtech Bys quer destravar nova fonte de receita para varejistas e fintechs ao operar canais de seguros

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaMercado Financeiro7 horas atrás7 Visualizações

Em um momento de juros básicos elevados e margens pressionadas, a busca por novas fontes de receita virou prioridade para companhias de varejo, RH digital e fintechs. A insurtech Bys, fundada por ex-executivos do Banco Neon, aposta que a venda de seguros ainda é um terreno pouco explorado nessas empresas — e quer ocupar esse espaço.

Modelo sem custo fixo para o parceiro

A proposta é simples: a empresa parceira oferece sua base de clientes e seus canais digitais; a Bys cuida do restante. Isso inclui o desenho dos produtos, a negociação com seguradoras, a integração tecnológica e toda a operação comercial e de back office.

  • Integração técnica: de 2 dias a 2 semanas.
  • Início da operação: cerca de 30 dias.
  • Remuneração: porcentual sobre a comissão de seguros, sem taxa de estruturação.

O “desconhecimento” que vira oportunidade

Segundo o CEO Leonardo Rodrigues, muitas companhias ainda enxergam seguros como algo distante do próprio core business. “A palavra não é medo, é desconhecimento”, diz. Ao terceirizar toda a operação, a Bys tenta mostrar que seguros podem virar uma linha adicional de receita com baixo esforço operacional.

Microseguros: tíquete de R$ 7 a R$ 20 por mês

A empresa usa agentes de inteligência artificial para oferecer coberturas simples — vida, acidentes pessoais ou garantia estendida — com mensalidades a partir de R$ 7. Como o tíquete é baixo, o canal tradicional de corretores costuma tornar a operação inviável. A venda digital resolve esse gargalo e pode ampliar a inclusão de produtos de proteção na base de consumidores de baixa renda.

Números já revelados pela startup

  • 40 empresas parceiras ativas.
  • Cerca de R$ 100 milhões em prêmio anualizado (valor total dos seguros comercializados em 12 meses).

A receita própria da Bys não foi divulgada.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

Por que isso importa para o investidor?

• Companhias abertas que adicionam seguros ao portfólio podem aumentar a diversificação de receitas, fator observado por analistas na hora de precificar ações.
• A oferta de microseguros pode reduzir a inadimplência em fintechs de crédito, já que clientes protegidos tendem a manter pagamentos em dia.
• Para o investidor de renda fixa, um setor de seguros mais digitalizado pode significar menor risco sistêmico, pois amplia a penetração de coberturas em camadas ainda desprotegidas da população.

Próximos passos: novos segmentos e América Latina

Além de ampliar a carteira no Brasil, a insurtech planeja chegar a outros países da região com o apoio de seguradoras globais que já operam por aqui. A possível internacionalização, se concretizada, colocará a Bys em um mercado que compartilha características regulatórias semelhantes após a onda de open insurance na região.

Para o investidor iniciante, a movimentação reforça uma tendência: a de que canais digitais — de bancos a varejistas — buscam capturar cada centavo possível da jornada do cliente. Entender como essas fontes adicionais de margem funcionam ajuda a avaliar melhor o potencial de longo prazo das empresas listadas na Bolsa ou em busca de capital privado.

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