Jamie Dimon vê risco de deterioração mais intensa no crédito privado

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NOVA YORK – O presidente-executivo do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, voltou a advertir para a possibilidade de um recuo mais profundo do que o mercado projeta no segmento de crédito privado.

O alerta foi feito nesta terça-feira (16), durante conferência promovida pelo Norges Bank Investment Management. Dimon chamou atenção para o elevado número de gestoras atuando no setor – mais de 1.000 –, observando que nem todas conseguirão atravessar a próxima mudança de ciclo econômico.

“Algumas podem ser excelentes, mas, certamente, não são todas”, afirmou. “Por causa disso, dos padrões de originação e do longo período sem uma recessão de crédito, quando ela chegar será pior do que se imagina. Não será o fim do mundo, mas superará as expectativas no crédito privado”, acrescentou, sinalizando que parte dos bancos também pode ser afetada.

Estimado em cerca de US$ 1,8 trilhão, o mercado de crédito privado vem sendo alvo de questionamentos sobre risco e qualidade das operações. Dimon tem utilizado diferentes ocasiões para comentar essas vulnerabilidades. Na carta anual aos acionistas, divulgada no início de abril, o executivo classificou o setor como não sistêmico, mas com “pontos frágeis” em algumas estruturas e participantes. Ele reforçou essa avaliação no encontro desta terça.

Apesar das preocupações, o JPMorgan não pretende reduzir exposição. A área de gestão de ativos do banco negocia com investidores institucionais a captação de vários bilhões de dólares para uma nova estratégia de crédito privado. A iniciativa será alimentada pela originação gerada pela divisão de banco comercial da instituição.

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