Representantes comunitários do sul da Califórnia afirmam que medidas aprovadas pelo governo estadual, controlado pelos democratas, estão encarecendo combustível, alimentos e outros itens essenciais, pressionando o orçamento de milhões de famílias.
Segundo dirigentes republicanos no condado de Los Angeles, há mais de 1,1 milhão de eleitores do partido na região — contingente maior que a população republicana de 40 estados norte-americanos. Eles dizem viver um “relacionamento abusivo” com um Estado que, na visão deles, trocou o “sonho californiano” por exigências consideradas radicais.
Em Los Angeles, motoristas relatam gastos de até US$ 100 para encher o tanque, enquanto o preço médio nacional do combustível gira em torno de US$ 4. A presidente do Partido Republicano local, Roxanne Hoge, afirma que o valor seria menor se o Estado suspendesse parte dos tributos.
O vereador John Lee — único não democrata na Câmara Municipal de Los Angeles — acrescenta que impostos e taxas estaduais encarecem o galão em cerca de US$ 1,50. “Historicamente, já pagávamos as maiores tarifas do país; agora isso pesa ainda mais no bolso”, declarou.
As reclamações se intensificaram após a entrada em vigor de dois textos defendidos pelo governador Gavin Newsom:
A CEC divulgou que os dois projetos economizaram US$ 9,3 bilhões aos consumidores em comparação com 2022. Para Lee, porém, “qualquer pessoa que olha o valor na bomba percebe que não houve redução”. Ele apresentou resolução pedindo suspensão temporária do imposto estadual sobre combustíveis.
O urbanista Joel Kotkin, da Chapman University, afirma que a ausência de equilíbrio partidário impede ajustes nas políticas: “Em regiões competitivas, como o condado de Orange, candidatos precisam se moderar. No Estado como um todo, isso deixou de ocorrer”.
Imagem: Kristen Altus via foxbusiness.com
Kotkin lembra que a Califórnia já teve forte indústria petrolífera, mas governos recentes “tentam destruir o setor”, o que, segundo ele, agrava preços e diminui empregos de classe média.
Críticos também apontam impactos em outras áreas. A corretora imobiliária Cory Weiss disse ter ajudado mais de 30 famílias a se mudar após incêndios em Palisades e Eaton, enquanto não viu, segundo ela, atuação efetiva da prefeita de Los Angeles, Karen Bass, na assistência aos desalojados.
Para Hoge, medidas aprovadas em Sacramento repercutem nacionalmente. “Padrões de emissões, exigências de veículos elétricos e regras de equidade educacional adotados aqui acabam chegando a outros estados”, afirmou.
Embora reconheça que “o sonho californiano ainda existe”, o vereador Lee diz que o governo estadual precisa ouvir municípios antes de aprovar legislações “tamanho único”. “Nossos eleitores sentem o impacto imediato. Precisamos de soluções rápidas, como reduzir taxas de energia e combustível”, concluiu.