O varejo de materiais de construção Lowe’s apresentou uma nova cartada de marketing: um inflável luminoso de Lionel Messi com três metros de altura, vendido por US$ 99 exclusivamente a membros dos programas MyLowe’s Rewards e MyLowe’s Pro Rewards. A ação marca o início da contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 – a última do astro argentino – e mira o engajamento de consumidores num momento em que o setor de home center enfrenta desaceleração nos Estados Unidos.
Embora opere no segmento de reformas residenciais, a Lowe’s tenta capturar a atenção de uma base de consumidores mais ampla, aproveitando a popularidade crescente do futebol nos EUA. Ao atrelar sua marca a Messi – oito vezes vencedor da Bola de Ouro e ícone do Inter Miami – a empresa busca:
O avanço dos juros norte-americanos nos últimos dois anos encareceu o crédito imobiliário e freou novos projetos de construção, desafio direto para o fluxo de caixa de redes como Lowe’s e sua principal rival, Home Depot. Estratégias de marketing ligadas a grandes eventos esportivos surgem como alternativa para manter o tíquete médio e a frequência de clientes, mesmo quando reformas estruturais são adiadas.
Mesmo para quem investe somente na B3, campanhas desse tipo ilustram como grandes eventos esportivos afetam ciclos de consumo globais. Fabricantes de materiais de construção listadas no Brasil, assim como companhias de bens de consumo e gestoras de shoppings, podem se inspirar em táticas de fidelização ancoradas em ídolos esportivos para sustentar vendas em ambientes de Selic elevada.
Imagem: Scott Thomps FOXBusiness
Sem promessas de retorno financeiro, a iniciativa da Lowe’s mostra que, em tempos de juros altos e consumidor seletivo, varejistas apostam em experiências diferenciadas para manter faturamento – e o futebol, com Messi à frente, segue sendo um passaporte poderoso para isso.
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