O início da guerra no Irã mudou de forma abrupta as projeções para a política monetária dos Estados Unidos. Até alguns meses atrás, o consenso indicava que o Federal Reserve (Fed) realizaria dois cortes nos juros em 2026. Agora, parte do mercado já trabalha com a possibilidade de elevação das taxas, embora esse não seja, por enquanto, o cenário predominante.
Essa virada aparece na curva de juros americana, onde alguns agentes veem exagero e até oportunidades de investimento. Os contratos futuros de Fed funds compilados pelo CME Group apontam para a manutenção do atual intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano pelo menos até dezembro de 2027 — horizonte máximo atualmente disponível.
A probabilidade atribuída a um aperto monetário tem avançado. Para dezembro de 2026, o mercado calcula 14,3% de chance de ao menos uma alta, ante 1,5% no início de abril. Para 2027, as apostas ganham ainda mais força.
A mudança ocorreu principalmente no último mês, quando o choque nos preços do petróleo passou a pesar mais sobre o panorama inflacionário dos EUA. O tema apareceu com destaque em discursos de dirigentes do Fed, sinalizando possível ajuste na prioridade do banco central dentro de seu duplo mandato.
Imagem: Getty Images via valorinveste.globo.com
Nos últimos dias, Susan Collins, Neel Kashkari e Beth Hammack defenderam publicamente que a autoridade monetária ajuste sua comunicação, caso se veja, em algum momento, obrigada a elevar os juros.
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