Mineradoras listadas vendem mais de 32 mil BTC no primeiro trimestre de 2026, superando todo o volume de 2025

Criptomedas9 horas atrás8 Visualizações

São Paulo, — Companhias de mineração de Bitcoin com capital aberto negociaram mais de 32 mil bitcoins (BTC) entre janeiro e março de 2026, ultrapassando o total vendido ao longo de todo o ano de 2025, segundo levantamento do TheEnergyMag.

Pressão de custos e queda da rentabilidade

O recorde de vendas ocorre em meio ao encolhimento da rentabilidade do setor. O hashprice — indicador que relaciona o poder computacional ao retorno diário — está abaixo de US$ 35 por petahash/segundo/dia (PH/s), considerado ponto de equilíbrio para operações que utilizam equipamentos mais antigos. Dados do Hashrate Index mostram o índice em torno de US$ 33 PH/s, colocando aproximadamente 20% da indústria no vermelho.

O hashprice vem caindo desde julho de 2025, enquanto o hashrate global segue em alta, aumentando a competição entre mineradoras. Paralelamente, custos de energia elevados e recompensas de bloco reduzidas pressionam ainda mais as margens.

Empresas envolvidas

Entre as vendedoras estão Marathon Digital (MARA), CleanSpark, Riot Platforms, Cango, Core Scientific e Bitdeer. O volume de 32 mil BTC negociado no primeiro trimestre supera o recorde anterior de 20 mil BTC, registrado no segundo trimestre de 2022, durante o mercado baixista iniciado pelo colapso do ecossistema Terra-Luna.

Reservas de BTC em queda

Medição da CryptoQuant indica que as reservas somadas de bitcoins nas mãos de mineradoras caíram de 1,86 milhão no fim de 2023 para cerca de 1,8 milhão atualmente. Embora a venda periódica de parte do estoque seja prática comum para cobrir despesas operacionais, a combinação de preços mais baixos e custos mais altos tem levado algumas empresas a liquidar posições que antes planejavam manter em tesouraria.

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Imagem: cointelegraph.com

Em relatório sobre o primeiro trimestre de 2026, a gestora CoinShares projeta mais saídas de operadores com custos elevados caso o preço do BTC não apresente recuperação significativa no primeiro semestre.

Movimento oposto nas tesourarias corporativas

No sentido contrário, companhias que utilizam Bitcoin como ativo de reserva vêm ampliando suas posições. A Strategy, liderada por Michael Saylor, sinalizou novas compras após a cotação da criptomoeda recuar do pico local acima de US$ 73 mil registrado na semana passada.

Com o aumento da pressão sobre a margem das mineradoras, o mercado observa atentamente se a tendência de liquidação continuará nos próximos trimestres ou se a expectativa de valorização do ativo aliviará a necessidade de vendas.

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