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O ouro chegou a US$ 5.595 por onça no fim de janeiro, mas devolveu cerca de 25% até o início de junho. O recuo acendeu o alerta entre investidores que usam o metal como “porto seguro”, mas o BTG Pactual interpreta a correção como técnica e temporária, enxergando preços favoráveis nas ações de mineradoras latino-americanas.
Duas frentes pesaram sobre o metal:
No pregão pós-payroll, os contratos para agosto cederam 3,1%, a maior queda em três meses. Na semana, o tombo chegou a 5%.
Hoje, cerca de dois terços da demanda global vêm de investidores financeiros. Essa “financialização” faz o ouro oscilar mais em linha com ativos de risco. Enquanto fundos reduziram posições compradas, bancos centrais seguiram acumulando: foram 244 toneladas líquidas no 1º trimestre, acima da média histórica de 157 t.
Para o banco, a demanda estrutural permanece, sustentada por compras de países emergentes que ainda possuem participação abaixo da média global de 28% das reservas em ouro. A projeção do BTG é de US$ 5.000 por onça em 2026 e US$ 4.900 em 2027.
Imagem: Seu Dinheiro
Em vez de exposição direta ao metal, o BTG prefere ações de mineradoras que ficaram mais baratas após a correção. Entre os nomes cobertos, o banco destaca:
Juros norte-americanos, inflação global e variação do dólar permanecem como principais vetores para o preço do ouro. Mudanças nesses indicadores tendem a refletir rapidamente tanto na commodity quanto nas ações das empresas do setor.
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