Queda recente das construtoras abre espaço para dividendos, aponta Empiricus; Direcional se destaca

Ricardo AlmeidaRicardo AlmeidaAções1 minuto atrás15 Visualizações

O mercado de ações das construtoras ficou sob pressão nos últimos meses. A combinação de inflação persistente, dúvidas sobre as regras do FGTS e ruídos geopolíticos levou a quedas expressivas nos papéis do setor. Ainda assim, a Empiricus Research avalia que a reação dos preços foi maior que o impacto real esperado nos lucros das companhias, especialmente das que atuam no segmento habitacional de menor renda.

Por que as ações recuaram

Quando a inflação sobe, as construtoras costumam sofrer por dois motivos:

  • Custos de obra: cimento, aço e mão de obra ficam mais caros.
  • Financiamento: juros mais altos encarecem o crédito imobiliário.

Somam-se a isso as discussões sobre mudanças no FGTS — fonte importante de recursos para financiamentos do programa Minha Casa, Minha Vida — e o investidor acaba pedindo um prêmio maior para manter as ações.

Demanda resiliente ajuda o fluxo de caixa

No painel “Setor Residencial Econômico” do Real Estate Day, executivos do setor lembraram que o déficit habitacional e o nível de emprego sustentam a procura por imóveis populares. Para o público de baixa e média renda, as condições de crédito seguem mais estáveis porque parte dos financiamentos é subsidiada.

Direcional no radar da Empiricus

Dentro desse contexto, a Empiricus manteve Direcional (DIRR3) em sua carteira mensal de dividendos. A casa destaca:

  • Valor de mercado: R$ 6,9 bilhões.
  • P/L (preço sobre lucro) de 7,2 x — indicador que mostra quanto o mercado paga por cada real de lucro; quanto menor, mais barato teoricamente está o papel.
  • Dividend yield projetado para 2026: 6% — relação entre o total previsto de dividendos e o preço da ação.
  • Modelo construtivo industrializado, que reduz desperdícios e diminui o impacto da inflação de custos.
  • Forte exposição ao Minha Casa, Minha Vida, programa que tende a manter a demanda mesmo em ciclos de juros altos.

O que o investidor iniciante deve observar

  • Juros: a taxa Selic influencia diretamente o crédito imobiliário. Se novas altas ocorrerem, o setor pode voltar a sentir pressão.
  • Inflação de insumos: ainda que empresas de maior escala absorvam melhor os aumentos, margens podem oscilar trimestre a trimestre.
  • Política habitacional: qualquer mudança no FGTS ou no Minha Casa, Minha Vida afeta o ritmo de vendas e repasses.
  • Distribuição de dividendos: yield projetado não é garantia; ele depende do lucro efetivo e da política de pagamentos.

Lado macro: onde a construção se encaixa no portfólio

Para investidores que buscam renda passiva, empresas pagadoras de dividendos oferecem fluxo de caixa periódico, mas o risco setorial deve ser equilibrado com outras classes de ativos — como renda fixa atrelada ao CDI ou ao Tesouro Direto, que se beneficiam de juros altos. Já quem vê oportunidade de valorização das ações precisa considerar a volatilidade típica do setor, sensível a decisões de política monetária e à cotação do dólar (que afeta materiais importados).

Por ora, a Empiricus segue firme na tese de que a queda recente dos papéis não reflete o potencial de geração de caixa das construtoras mais eficientes. Direcional permanece como uma das oito posições na carteira de dividendos da casa, que acumula alta de 18,4% no ano, contra 7,9% do Ibovespa no mesmo período.

Como sempre, é recomendável que o investidor avalie seus objetivos, horizonte de tempo e tolerância a risco antes de qualquer decisão.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Post anterior

Próxima postagem

Comentários Recentes

Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...