
A Petrobras encerrou o pregão de sexta-feira, 2 de outubro de 2026, com valor de mercado de R$ 700,08 bilhões na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo a companhia, o montante representa um novo recorde. No mesmo dia, a presidente da empresa, Magda Chambriard, afirmou que uma segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, no Amapá, amplia as expectativas de abertura de uma nova fronteira exploratória no Brasil.
A companhia acrescentou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado somente naquele pregão. As ações ordinárias subiram 3,25%, enquanto as preferenciais avançaram 2,81%.
Antes do fechamento de 2 de outubro, a Petrobras havia registrado outros três recordes de valor de mercado ao longo de 2026:
Para o período de janeiro a setembro, a empresa informou uma geração de valor de cerca de 185%, em dólar. Esse resultado considera a soma do aumento de seu valor de mercado com os proventos gerados — dividendos e juros sobre capital próprio.
Na comparação apresentada pela Petrobras, o percentual ficou acima dos resultados de Chevron e ExxonMobil, ambas com 138%, TotalEnergies, com 135%, Shell, com 133%, e BP, com 131%.
Durante uma coletiva de imprensa realizada também em 2 de outubro, Magda Chambriard relacionou a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, à expectativa de abrir uma nova fronteira de exploração no país.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume potencial total recuperável da bacia pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Essa medida reúne barris de petróleo e metros cúbicos de gás natural. O número é uma estimativa de potencial recuperável, e não um resultado de produção.
Uma ação protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) pede a paralisação imediata de qualquer atividade de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.
O MPF argumenta que acontecimentos recentes comprovam a insegurança da atividade na região. Entre os episódios citados está o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda, em janeiro de 2026.
Os procuradores também apontam como questão central a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e às comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará. Essa consulta é um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.






