Senac RJ alerta para falta de capacitação em inteligência artificial no Blockchain.RIO 2026

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoCriptomoedas15 horas atrás8 Visualizações

O Senac RJ levou ao Blockchain.RIO 2026 um alerta sobre a falta de preparo para o uso da inteligência artificial. Durante a palestra “Do Chatbot à Autonomia Real: A Ascensão do Agente Autônomo na Era da Inteligência Artificial”, Stenio Magalhães, responsável pelo portfólio de cursos de Programação e Inteligência Artificial da instituição, afirmou que 90% das pessoas não sabem utilizar a tecnologia adequadamente porque não foram educadas para isso.

“90% das pessoas não sabem utilizar a inteligência artificial. Não fomos educados a utilizar a inteligência artificial”, declarou Magalhães durante a apresentação.

O Blockchain.RIO 2026 foi realizado no Rio de Janeiro. A abertura da programação informa que o evento ocorreu nos dias 12 e 13 de agosto. Já a descrição da edição registra o período de 11 a 13 de agosto, com atividades como o Financial Infrastructure Forum – LATAM, Blockchain Leaders e o Blockchain.RIO Main Event, além de experiências institucionais e eventos complementares.

Agentes autônomos exigem planejamento e supervisão

A palestra abordou a transição do uso mais passivo da inteligência artificial para sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma. Magalhães diferenciou os chatbots, que respondem a comandos, dos chamados agentes ativos, que podem conduzir processos do início ao fim.

Um agente autônomo, explicou o especialista, não fica apenas aguardando um novo prompt. A partir de regras e ferramentas previamente definidas, ele pode conversar com um cliente, executar diferentes etapas de uma atividade e concluir determinada tarefa.

O avanço tecnológico, porém, não elimina a necessidade de conhecimento humano. De acordo com Magalhães, dados atualizados, informações confiáveis e uma boa engenharia de prompt são condições fundamentais para a construção de agentes eficientes.

Outra recomendação apresentada foi evitar a criação de uma única ferramenta para resolver problemas muito diferentes. A proposta é utilizar agentes especializados, cada um dedicado a uma necessidade específica.

Inteligência artificial também muda as exigências profissionais

O impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho esteve entre os temas discutidos. Para Magalhães, a evolução da tecnologia não representa simplesmente a substituição de profissionais por máquinas.

“A IA não substitui profissionais, mas profissionais que a usam substituem os que não usam”, afirmou o especialista.

Na avaliação apresentada durante o evento, a colaboração entre pessoas e sistemas de inteligência artificial tende a ganhar espaço conforme os agentes passam a executar atividades mais complexas. Mesmo em processos automatizados, a supervisão humana continua necessária.

Entre os exemplos citados estiveram o uso de inteligência artificial para operar diferentes canais de conteúdo e a preparação de currículos considerando que empresas já utilizam sistemas de IA nas primeiras etapas de análise de candidatos.

Magalhães resumiu o desafio profissional como a capacidade de entender como trabalhar com essas ferramentas, avaliar seus resultados e construir processos adequados antes de simplesmente adotar novas tecnologias.

Formação também esteve ligada a blockchain e ativos digitais

A participação do Senac RJ no Blockchain.RIO também incluiu a palestra “Do Python ao Web3: como formar programadores blockchain no Brasil”. O encontro reuniu Márlyson Silva, da Transfero Group, além de Raphael Casali Monteiro e Alexandre Rangel, do Senac RJ.

O Blockchain.RIO é descrito como uma plataforma institucional da América Latina voltada ao debate sobre blockchain, tokenização, stablecoins, ativos digitais, regulação e infraestrutura financeira digital.

Por meio de eventos, fóruns executivos, iniciativas de conteúdo e articulação institucional, a plataforma conecta reguladores, bancos centrais, instituições financeiras, empresas de tecnologia, provedores de infraestrutura, exchanges, asset managers, investidores, formuladores de políticas públicas e lideranças globais.

As discussões tratam da transformação dos mercados, dos sistemas de pagamento e da economia digital. A programação da edição de 2026 foi apresentada como uma iniciativa para ampliar o diálogo entre o setor público, a iniciativa privada e o ecossistema de inovação, fortalecendo o papel do Brasil e da América Latina na construção da próxima geração da infraestrutura financeira global.

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