Sentimento do pequeno investidor ainda pesa no preço do Bitcoin, diz CEO da Swan

Lucas FerreiraLucas FerreiraCriptomoedas29 minutos atrás7 Visualizações

O avanço de grandes gestoras como BlackRock e Fidelity sobre o mercado de Bitcoin não diminuiu a influência do investidor de varejo. A avaliação é de Cory Klippsten, CEO da corretora norte-americana Swan, que conversou com o portal Cointelegraph durante o evento BitcoinVegas 2026.

Por que o varejo continua no volante

Para Klippsten, a oferta de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos ampliou o acesso dos grandes players, mas não concentrou a posse das moedas:

  • “Não é como se a BlackRock tivesse comprado todos os bitcoins disponíveis”, disse ele.
  • Segundo o executivo, a maioria das compras ainda parte de contas de varejo, mesmo quando o investimento é feito por meio de um “embrulho” (wrapper), como os ETFs.
  • Ao final, o gestor do fundo precisa custodiar bitcoins reais, retirando-os de circulação e afetando a oferta.

Saídas de ETFs ajudam a explicar a recente queda

De 15 de maio até o momento da entrevista, os ETFs spot de Bitcoin listados em bolsas norte-americanas registraram US$ 2,9 bilhões em saídas líquidas, de acordo com a Farside. No mesmo intervalo, a criptomoeda recuou cerca de 9,5%, negociada a US$ 73.630.

Para o investidor iniciante, a correlação não é exata, mas mostra como a movimentação dos fundos pode amplificar oscilações de preço. Quando há resgate de cotas, o gestor precisa vender Bitcoins no mercado para devolver dinheiro aos cotistas, aumentando a pressão de venda.

Índice de medo se instala no mercado cripto

O Crypto Fear & Greed Index, termômetro que mede o sentimento agregado dos agentes, marcou 23 pontos (“Medo Extremo”) na sexta-feira. Pontuações abaixo de 25 indicam receio elevado e menor apetite por risco, o que costuma reduzir liquidez e provocar maior volatilidade — dinâmica semelhante ao que acontece na Bolsa brasileira em dias de aversão a risco global.

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Imagem: Reprodução | Trader Iniciante

Probabilidade de novo topo histórico em 2026 diminui

Klippsten também revisou sua expectativa de preço. Quando o Bitcoin rondava US$ 95 mil, ele via 50% de chance de um novo recorde ainda em 2026. Com a cotação nos “setenta e tantos”, a probabilidade caiu para 20% a 25%. Para o investidor pessoa física, a fala mostra que até nomes otimistas ajustam projeções diante de mudanças no fluxo de capitais.

O que observar daqui para frente

  • Fluxo nos ETFs: entradas ou saídas fortes tendem a impactar o preço à vista.
  • Sentimento de mercado: o Fear & Greed Index serve como bússola de curto prazo, mas não substitui análise própria.
  • Cenário macro: decisões de juros nos EUA podem influenciar o dólar e, por tabela, ativos de risco como o Bitcoin.
  • Oferta na cadeia (on-chain): se a moeda continua migrando para carteiras de longo prazo, a pressão de venda futura diminui.

Embora o debate sobre concentração institucional ganhe força, a mensagem central do CEO da Swan é que a demanda dispersa dos pequenos investidores segue sendo peça-chave para entender o comportamento do Bitcoin.

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