O preço do barril Brent – referência global para o mercado de petróleo – subiu quase 4% na manhã desta terça-feira (26) e voltou à casa dos US$ 96. A arrancada ocorre um dia depois de a cotação ter recuado 6,5% e está ligada à acusação do Irã de que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo com bombardeios na província de Hormozgan, ao sul do país.
O Estreito de Hormuz é uma faixa de apenas 39 km que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural consumido no planeta passa diariamente por esse corredor marítimo. Qualquer risco de bloqueio ali gera receio de falta de oferta e, portanto, alta de preços.
Oscilações bruscas no petróleo costumam respingar em diversos ativos:
Diplomatas norte-americanos e iranianos indicaram que as negociações continuarão nos próximos dias, mas o tom ainda é incerto. Enquanto o impasse persistir, a volatilidade do petróleo tende a permanecer elevada. Para quem investe, acompanhar as próximas falas do Banco Central brasileiro sobre inflação e as eventuais revisões de projeções para o IPCA pode ajudar a entender se a alta do barril terá efeito duradouro nos preços domésticos.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Por ora, o movimento reforça um ponto: tensões geopolíticas seguem sendo um dos principais motores dos mercados de commodities, lembrando investidores de que fatores políticos podem influenciar tanto quanto os balanços das empresas ou os dados de oferta e demanda.
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