O fundo imobiliário TVRI11 (Tivio Renda Imobiliária) está trocando de pele. Tradicionalmente associado a imóveis alugados ao Banco do Brasil, o portfólio passa por uma reciclagem que inclui a venda de agências consideradas “maduras” e a compra de ativos em segmentos como saúde e varejo urbano.
Mais de dois terços dos cerca de 300 mil m² do fundo ainda estão ocupados pelo banco estatal, mas a concentração em um único inquilino aumenta o risco: caso o locatário renegocie valores ou devolva espaços, o efeito na distribuição de rendimentos tende a ser imediato. Ao diluir a exposição, a gestão busca:
As aquisições mais recentes incluem uma unidade voltada a diagnósticos médicos e um ponto locado para a rede Hortifruti no Rio de Janeiro. Segundo a Tivio Capital, ambos contam com localização estratégica e contratos de longo prazo, favorecendo estabilidade de fluxo de caixa.
Imóveis em áreas valorizadas podem render mais se vendidos do que se mantidos apenas como fonte de aluguel. A estratégia, conhecida como reciclagem de portfólio, libera capital para novas compras e, quando ocorre com cap rates (taxa de retorno sobre o preço de venda) competitivos, costuma resultar em distribuições adicionais aos cotistas.
Mesmo com o ciclo de queda da Selic iniciado em 2023, os juros seguem em patamar elevado, o que pressiona o preço das cotas de fundos imobiliários e aumenta o custo de oportunidade frente ao CDI e ao Tesouro Direto. Nesse ambiente, FIIs que combinam:
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
tendem a ganhar espaço no radar de investidores iniciantes que buscam renda recorrente acima da poupança sem abrir mão de potencial valorização.
Para o cotista, o movimento do TVRI11 reforça uma mensagem clássica: diversificar locatários e setores não é apenas estratégia de ganho, mas também um mecanismo de proteção em tempos de mercado volátil.
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