São Paulo – A General Motors inicia em maio as vendas do novo Chevrolet Sonic, último compacto da marca concebido antes da parceria com a Hyundai, prevista para gerar produtos a partir de 2028. O SUV cupê é a principal aposta da montadora para ampliar participação no mercado brasileiro.
Com 4,23 m de comprimento, o Sonic fica próximo do Volkswagen Nivus (4,27 m) e do Fiat Fastback (4,44 m). Para concorrer com modelos menores, como o Volkswagen Tera (4,14 m), a fabricante relançará o Onix Activ, agora com suspensão elevada além dos diferenciais estéticos que marcavam a versão anterior.
Derivado da plataforma do Onix, o novo utilitário usa as mesmas portas do hatch e mantém a distância entre-eixos de 2,55 m. O porta-malas deverá superar os 415 l do Nivus, mas não deve alcançar os 516 l do Fastback.
Nesta fase de lançamento, a GM não confirmou eletrificação para o propulsor 1.0 turbo flex de 115 cv. A expectativa é que algum grau de hibridização apareça dentro de um ou dois anos, inicialmente aplicado ao 1.2 turbo flex de 133 cv, já usado na picape Montana e nas versões superiores do Tracker.
A chegada do Sonic integra um redesenho de portfólio que busca conter a retração de 12,4% nos emplacamentos da GM em 2025 frente a 2024, segundo a Fenabrave. No primeiro trimestre de 2026, porém, a marca licenciou 61,2 mil unidades, alta de 9,6% sobre igual período do ano anterior.
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A linha Onix continua puxando o desempenho: somando hatch e sedã, o modelo acumulou 30,4 mil unidades em 2025, avanço de 17,2%. Para 2026, o Onix recebeu uma nova correia banhada a óleo, projetada para maior resistência a lubrificantes fora da especificação.
Recém-empossado, o CEO para a América do Sul, Thomas Owsianski, deve adotar preços agressivos para o Sonic a fim de ganhar volume em um cenário de concorrência crescente, sobretudo com a expansão das montadoras chinesas na região. A parceria com a Hyundai, que começa a render frutos em 2028, busca reduzir custos e fortalecer o portfólio da GM na América Latina.