![USDA eleva safra brasileira de milho 2025/26 para 138 mi t e prevê consumo interno recorde 4 [Ações] USDA eleva safra brasileira de milho 2025/26 para 138 mi t e prevê consumo interno recorde](https://mlxc2yjmu1wd.i.optimole.com/cb:FKPu.496/w:1280/h:680/q:mauto/f:best/https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/06/traderiniciante-1781203285.jpg)
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reajustou nesta quinta-feira (11) a projeção para a safra brasileira de milho 2025/26 de 135 milhões para 138 milhões de toneladas. O aumento de 3 milhões de toneladas aproxima a estimativa da divulgada no mesmo dia pela Conab, de 140,46 milhões de toneladas.
A revisão ocorre no momento em que o País inicia a colheita da segunda safra — a chamada “safrinha” —, responsável pela maior parte do milho brasileiro.
Milho é insumo estratégico para as cadeias de proteína animal (frangos, suínos, bovinos) e para a produção de etanol. Quando a oferta cresce, o preço interno tende a perder força, o que:
Oferta maior, com exportações estáveis, sinaliza excedente no mercado doméstico. Caso se confirme, a pressão baixista no preço do grão pode contribuir para conter a inflação de alimentos nos próximos trimestres. Um IPCA mais comportado, por sua vez, amplia a discussão sobre o ritmo dos cortes da taxa Selic, tema central para renda fixa e ações sensíveis a juros.
Com safra também robusta, a Argentina deve embarcar 43 mi t em 2025/26, colocando em risco a vice-liderança brasileira no ranking global de exportadores, atrás apenas dos EUA. A disputa reforça a importância da logística — estradas, portos e ferrovias — para manter a competitividade do milho brasileiro.
Imagem: Reuters
O consumo doméstico previsto para 2025/26 é 4,5 milhões de toneladas maior que o da temporada anterior. Boa parte dessa alta vem de novas destilarias que utilizam milho como matéria-prima, sobretudo no Centro-Oeste. Esse movimento:
No mesmo relatório, o USDA manteve a safra de soja 2025/26 em 180 mi t e projetou 186 mi t para 2026/27, o que seria novo recorde. As exportações de soja foram estimadas em 117,5 mi t para 2026/27, acima dos 115 mi t de 2025/26, reforçando o peso do complexo soja no superávit da balança comercial brasileira e na geração de dólares — ponto observado por quem acompanha o câmbio.
Com a colheita em andamento e a safra recorde no radar, o mercado agora observa as condições climáticas para o restante da “safrinha” e a evolução da demanda externa. Esses fatores serão decisivos na formação dos preços do milho ao longo do segundo semestre.
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