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Enquanto muitos olhos ainda acompanham os gráficos de preço, 2026 caminha para ser o ano em que a infraestrutura das maiores blockchains dará um salto técnico importante. As mudanças miram maior escalabilidade, governança previsível e requisitos institucionais – pontos que podem influenciar desde a experiência de quem faz pequenas operações até a adoção de ativos digitais por bancos e gestoras.
Após a transição para proof-of-stake em 2022, o próximo passo do Ethereum se chama Glamsterdam. O upgrade vem sendo experimentado em redes de teste e promete:
Para o investidor iniciante, a consequência prática pode ser transações mais baratas e previsíveis, algo fundamental para uso de stablecoins, games e aplicações de finanças descentralizadas (DeFi).
No caso da Solana, o foco está em reduzir drasticamente o tempo que a rede leva para considerar uma transação como definitiva – o chamado finality. O pacote Alpenglow substitui o mecanismo de consenso atual por um sistema baseado em Votor, mirando confirmações de 100 a 150 milissegundos (hoje são cerca de 13 segundos).
Além da velocidade, a remoção das transações de voto on-chain deve diminuir o tráfego interno da rede, tornando o comportamento das taxas mais estável. Para quem observa Solana como ativo, menos variabilidade operacional pode ampliar a confiança de instituições interessadas em tokenização de ativos e pagamentos instantâneos.
A Base – rede criada pela Coinbase – já ativou o Beryl no início do ano. Entre as mudanças:
Com a Base aproximando-se ainda mais do ecossistema da exchange norte-americana, o investidor brasileiro deve acompanhar possíveis impactos em liquidez: parte dos recursos que circulavam na antiga “supercadeia” Optimism tende a ficar concentrada dentro da Base.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Depois de reduzir em mais de 99% o custo para lançar blockchains dedicadas – graças ao hard fork Etna – a Avalanche parte para otimizar a C-Chain com duas frentes:
Para quem avalia exposição a AVAX ou a tokens emitidos na rede, vale notar que a busca por parcerias com gestoras tradicionais sinaliza tentativa de aproximar ativos digitais da regulação de mercados de capitais.
Ao contrário das demais, a rede Bitcoin segue discutindo – sem consenso – propostas que poderiam torná-la mais programável (OP_CAT, CTV) e resistente a eventuais computadores quânticos (BIP-360). Qualquer mudança exige amplo acordo dos desenvolvedores e, historicamente, o processo é lento.
Para o investidor, isso significa que o Bitcoin prioriza estabilidade e segurança sobre novas funções, mantendo sua posição como reserva de valor descentralizada enquanto outras redes avançam em experimentos de velocidade e governança.
Em 2026, a conversa na criptoeconomia parece cada vez menos sobre “quando o preço vai subir” e mais sobre “qual rede está preparada para atender milhões de usuários de forma confiável”. Para quem investe, acompanhar esses movimentos técnicos ajuda a entender por que alguns projetos podem ganhar relevância – ou ficar para trás – nos próximos ciclos de mercado.
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