Juros futuros recuam antes da “Super Quarta” mesmo com alta dos Treasuries

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A curva de juros futuros encerrou esta terça-feira, 28 de abril de 2026, em queda, movimento contrário ao observado nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em sessão marcada pela expectativa das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, agendadas para amanhã.

Desempenho dos contratos de DI

• O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou 20 pontos-base, passando de 14,135% para 14,115%.
• O DI para janeiro de 2029 caiu a 13,580%, ante 13,615% no fechamento anterior.
• No longo prazo, a taxa do DI para janeiro de 2036 diminuiu de 13,650% para 13,600%, baixa de 5 pontos-base.

Treasuries em direções distintas

Nos Estados Unidos, os rendimentos avançaram: o Treasury de dois anos subiu de 3,805% para 3,838%. Já o retorno do título de dez anos passou de 4,336% para 4,348%.

Influência geopolítica

Operadores seguem monitorando o impasse entre Washington e Teerã. Segundo uma autoridade norte-americana ouvida pela Reuters, o presidente Donald Trump rejeitou a proposta iraniana para encerrar o conflito que já dura dois meses. O Irã teria afirmado estar à beira do colapso e pediu a reabertura do Estreito de Ormuz.

IPCA-15 e impacto doméstico

No Brasil, o IPCA-15 de abril acelerou 0,89% após alta de 0,44% em março, maior variação mensal desde fevereiro de 2025 (1,23%). Apesar do salto, o resultado ficou abaixo das projeções do mercado, puxado principalmente por passagens aéreas, item considerado volátil. Analistas veem esse alívio como temporário, diante da pressão do querosene de aviação provocada pela guerra.

Juros futuros recuam antes da “Super Quarta” mesmo com alta dos Treasuries - Imagem do artigo original

Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br

Agenda da “Super Quarta”

• Federal Reserve: o mercado atribui 100% de probabilidade de manutenção da faixa de juros em 3,50% a 3,75%, segundo o CME FedWatch. Será a última reunião comandada por Jerome Powell, cujo mandato termina em 15 de maio. O indicado Kevin Warsh ainda aguarda sabatina no Senado.

• Copom: as negociações na B3 apontam 90,5% de chance de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, dos atuais 14,75% para 14,50% ao ano. A votação será conduzida pelo presidente interino Gabriel Galípolo, com participação do diretor Rodrigo Teixeira; duas cadeiras da diretoria permanecem vagas.

Pela manhã, a combinação de fatores externos e do IPCA-15 chegou a pressionar as taxas para cima, mas a ausência de novos catalisadores à tarde levou à acomodação e à queda observada no encerramento dos negócios.

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