O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,6% em fevereiro de 2026, na comparação com janeiro, segundo números divulgados pela autoridade monetária nesta quinta-feira, 16 de abril. Em janeiro, o indicador havia mostrado elevação de 0,78%.
O resultado de fevereiro ficou ligeiramente acima da mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data, que apontava alta de 0,55%.
Criado pelo Banco Central, o IBC-Br reúne informações sobre produção de bens e serviços, comércio, indústria, agropecuária, mercado de trabalho e crédito. Por ser divulgado todos os meses, o índice funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), calculado de forma mais abrangente e apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A trajetória do IBC-Br ajuda o Banco Central a avaliar o ritmo da economia e eventuais pressões inflacionárias. Uma atividade mais aquecida tende a elevar preços, o que pode exigir juros mais altos. Atualmente, a taxa básica, a Selic, está em 14,75% ao ano, após cortes recentes. O Comitê de Política Monetária (Copom) já indicou que os próximos passos dependerão do comportamento da inflação e do cenário internacional.
A escalada do conflito envolvendo o Irã, um dos principais produtores de petróleo do mundo e responsável pelo controle do estreito de Ormuz, reduziu a oferta global da commodity e impulsionou sua cotação. O encarecimento do petróleo pressiona custos de combustíveis, transporte e energia, elevando preços de diversos produtos e adicionando incerteza às projeções de inflação.
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Diante desse quadro, o Copom afirmou, na ata de sua última reunião, que a inflação vinha recuando antes da eclosão do conflito, mas as expectativas de alta de preços voltaram a subir. O colegiado ressalvou que pretende “reunir mais informações” antes de definir novo ajuste na Selic.
Com a atividade moderando em fevereiro, mas ainda avançando acima das previsões, e a inflação sob influência de fatores externos, analistas seguem acompanhando os próximos indicadores para estimar os rumos da política de juros.