![Juro real recorde faz Tesouro IPCA+ bater R$ 18,8 bi em vendas no semestre 4 [Renda Fixa] Juro real recorde faz Tesouro IPCA+ bater R$ 18,8 bi em vendas no semestre](https://traderiniciante.com.br/wp-content/uploads/2026/07/traderiniciante-1783129330.webp)
O investidor de renda fixa abriu a carteira para os papéis de inflação. No primeiro semestre de 2026, as compras de Tesouro IPCA+ somaram R$ 18,8 bilhões, avanço de 73% sobre igual período de 2025. O volume coloca o título indexado ao índice de preços como o destaque de crescimento na plataforma do Tesouro Direto.
Ao longo de janeiro a junho, a maioria dos vencimentos do IPCA+ passou a oferecer juro real – rendimento acima da inflação – superior a 7% ao ano. Em alguns prazos curtos, a remuneração chegou perto de 8,5%.
Esses fatores pressionaram os prêmios exigidos pelos investidores e abriram o que gestores classificam como “janela rara” para travar remuneração real elevada.
Mesmo com o crescimento, o Tesouro Selic permaneceu líder de captação, com R$ 30,7 bilhões – alta de 23% frente a 2025. Ainda assim, o IPCA+ passou a representar 61% do que se arrecada com o pós-fixado, ante 44% um ano antes.
O investidor brasileiro mostrou apetite por acumular capital até o vencimento:
A marcação a mercado dos títulos faz com que o preço flutue diariamente. Por isso, especialistas alertam que a estratégia funciona melhor para quem pretende carregar o papel até o final. Nos vencimentos muito longos – 2050, 2060 – a volatilidade tende a ser maior.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Com a curva de juros pressionada, títulos prefixados e CDBs de prazos curtos também vêm aumentando remuneração. Já a Bolsa sente o impacto do juro alto sobre o custo de capital das empresas. Para quem prefere liquidez diária, o Tesouro Selic continua sendo referência, pois acompanha de perto a taxa básica.
Enquanto o cenário fiscal não se esclarece e a inflação segue acima da meta, o dólar tende a permanecer sensível, reforçando a busca por instrumentos de proteção como o Tesouro IPCA+.
O Tesouro Nacional afirmou estar monitorando o mercado e já chegou a cancelar leilões para conter a escalada das taxas. Mesmo assim, a média dos cupons subiu de 7,27% em janeiro para 7,64% em junho – justamente o mês de maior captação, com R$ 5,1 bilhões.
Para o investidor pessoa física, entender o funcionamento dos títulos e alinhar o prazo ao objetivo financeiro continua sendo o passo mais importante em tempos de juro real recorde.
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