Disney estuda superapp que reúna streaming, ingressos para parques e vendas de produtos

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Executivos da Walt Disney discutem a criação de um único aplicativo capaz de concentrar todos os serviços digitais da companhia — do Disney+ à venda de ingressos para parques temáticos, cruzeiros, produtos licenciados e até jogos. As informações foram relatadas por pessoas a par das conversas.

À frente da iniciativa está o novo presidente-executivo, Josh D’Amaro, que assumiu o posto em março. O executivo busca eliminar fronteiras internas e simplificar o relacionamento do público com a marca, segundo essas fontes, que pediram anonimato por se tratar de tema confidencial.

Projeto nos estágios iniciais

O chamado “superapp” unificaria o Disney+ com aplicativos já existentes, como o Disneyland Resort e o Disney Cruise Line Navigator. Por ora, não há cronograma nem decisão formal sobre o desenvolvimento da plataforma, mas a ideia tem sido apresentada em documentos internos.

Procurada, a Disney preferiu não comentar.

Histórico de tentativas

A companhia avalia formatos parecidos há mais de uma década. O ex-CEO Bob Iger chegou a testar, no Reino Unido, uma versão limitada de um programa de assinatura com múltiplos serviços. Obstáculos logísticos — como infraestrutura tecnológica distinta e direitos de programação — impediram avanços mais amplos.

No momento, a Disney trabalha para fundir o catálogo da Hulu ao Disney+, processo que também enfrenta desafios técnicos semelhantes.

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Imagem: redir.folha.com.br

Nova estratégia digital

Em assembleia anual realizada em março, D’Amaro declarou que o Disney+ “vai evoluir além do streaming tradicional para tornar-se o centro digital” do grupo, ligando histórias, experiências, filmes e jogos.

O executivo integra o conselho da Epic Games, criadora de Fortnite, e recentemente reorganizou a empresa para aproximar as divisões de jogos e entretenimento. A Disney também avalia maior presença em conteúdo gerado por usuários e inteligência artificial.

Revés com inteligência artificial

No fim de março, o plano de usar a ferramenta de vídeo Sora, da OpenAI, foi interrompido quando a startup cancelou abruptamente o serviço. O acordo, estimado em US$ 1 bilhão, permitiria que assinantes criassem produções próprias com aproximadamente 200 personagens do estúdio.

Os primeiros resultados trimestrais sob a gestão de D’Amaro serão divulgados em 6 de maio.

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