Inflação em alta reforça procura por títulos públicos indexados ao IPCA

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A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a subir pela terceira semana seguida, passando de 4,17% para 4,31%, segundo o mais recente Boletim Focus do Banco Central. Há um mês, a previsão para o indicador no fim de 2026 era de 3,91%.

Embora a liberação total do Estreito de Ormuz e a possibilidade de alívio no valor do petróleo possam aliviar as pressões futuras, investidores têm recorrido a alternativas de renda fixa para se proteger do avanço dos preços. Entre as opções de menor risco estão os títulos públicos atrelados ao IPCA, negociados no Tesouro Direto e no mercado secundário.

Principais papéis disponíveis

NTN-B 15/08/2030
Rentabilidade: IPCA + 6,951% ao ano
Valor mínimo: R$ 4.574,57
Juros: semestrais
Vencimento: 15/08/2030
Liquidez: a mercado
Imposto de Renda sobre rendimento: 15%

NTN-F 01/01/2035
Rentabilidade: 12,857% ao ano (prefixada)
Valor mínimo: R$ 891,10
Juros: semestrais
Vencimento: 01/01/2035
Liquidez: a mercado
Imposto de Renda sobre rendimento: 15%

NTN-B Principal 15/08/2040
Rentabilidade: IPCA + 6,458% ao ano
Valor mínimo: R$ 1.917,04
Juros: creditados apenas no vencimento
Vencimento: 15/08/2040
Liquidez: a mercado
Imposto de Renda sobre rendimento: 15%

A XP comercializa esses títulos conforme disponibilidade diária. As ofertas desta sexta-feira (17) estão sujeitas a limite de estoque.

Cenário macroeconômico

Em relatório mensal de alocação, a XP ressalta que o momento é de maior incerteza econômica e pressão inflacionária, fatores que influenciam diretamente os preços dos títulos públicos.

No exterior, o choque de energia provocado por tensões no Oriente Médio mantém o petróleo em patamar elevado, o que pode prolongar o ciclo de juros altos em várias economias. No Brasil, o Banco Central iniciou cortes de juros, mas em ritmo mais lento, diante do aumento de riscos inflacionários e da incerteza global.

Como resultado, a curva de juros local apresenta taxas mais altas em diversos prazos, refletindo a reprecificação das expectativas de inflação. A XP projeta volatilidade persistente, principalmente nos vértices mais curtos, e recomenda cautela nas alocações.

Prefixados x pós-fixados

Títulos prefixados: a taxa é definida no momento da compra; quem carrega até o vencimento já sabe quanto receberá.
Títulos pós-fixados: a remuneração varia conforme um indexador, como Selic ou IPCA.

Há ainda papéis que pagam juros semestrais, permitindo entradas periódicas de caixa antes do resgate final.

Principais modalidades no Tesouro Direto

  • LTN – Tesouro Prefixado: taxa fixa, indicado para quem busca previsibilidade.
  • NTN-F – Tesouro Prefixado com Juros Semestrais: cupons semestrais, voltado a quem deseja renda periódica.
  • LFT – Tesouro Selic: rendimento atrelado à taxa básica, usual em reservas de emergência.
  • NTN-B – Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais: proteção contra a inflação e pagamento de cupons.

Riscos a considerar

  • Crédito: depende da capacidade de pagamento do governo (sem garantia do FGC).
  • Mercado: variações de inflação, câmbio ou juros podem afetar o preço do título antes do vencimento.
  • Prazo: papéis com duration menor tendem a oscilar menos.
  • Liquidez: a venda antecipada pode resultar em retorno diferente do projetado.

O conteúdo tem caráter publicitário; a InfoMoney não participa da oferta nem da comercialização dos produtos mencionados.

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